Documentação

Documentação para viagem internacional com cachorro

A lista completa — e, mais importante que a lista, a ordem em que cada peça precisa acontecer.

Cachorro de pequeno porte acomodado em bolsa de transporte com tela de ventilação, pronto para viagem.

Levar um cachorro para fora do Brasil exige um conjunto de documentos que precisa ser construído numa ordem específica: identificação por microchip, vacinação antirrábica válida, atestado de saúde emitido por médico-veterinário e o Certificado Veterinário Internacional (CVI ou e-CVI) emitido pelo VIGIAGRO. Conforme o destino, somam-se titulação antirrábica, tratamentos antiparasitários em janelas específicas e formulários próprios do país.

Esta página explica o que cada peça é e onde o processo costuma travar. Para as regras de um país específico, veja os guias por destino, que trazem as fontes oficiais e a data da conferência.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a documentação do cachorro

Quais documentos meu cachorro precisa para viajar para o exterior?

Em praticamente todo destino internacional a base é a mesma: comprovante de identificação por microchip, carteira de vacinação com a antirrábica válida, atestado de saúde emitido por médico-veterinário dentro do prazo aceito pelo destino, e o Certificado Veterinário Internacional (CVI ou e-CVI) emitido pelo VIGIAGRO.

Sobre essa base cada país acrescenta as suas exigências. As mais comuns são a titulação antirrábica, tratamento antiparasitário dentro de uma janela específica e formulários próprios do destino. Alguns países exigem ainda autorização prévia de importação.

Meu cachorro precisa de microchip para viajar?

Sim, na prática sempre. O microchip no padrão ISO 11784/11785 é o que liga o animal aos documentos: o número lido nele tem de coincidir com o número escrito no certificado, e é assim que a autoridade confirma que aqueles exames e vacinas são daquele animal.

O detalhe que mais causa prejuízo é a ORDEM. Em destinos que exigem titulação antirrábica, o microchip precisa ter sido implantado antes — ou no mesmo dia — da vacina que embasou o exame. Vacina aplicada antes do chip não vale, e derruba junto a sorologia que veio depois.

Qual a diferença entre CVI e e-CVI?

São o mesmo documento em suportes diferentes. O CVI é o Certificado Veterinário Internacional em via física, com chancela presencial numa unidade do VIGIAGRO. O e-CVI é a versão eletrônica, solicitada pelo sistema do gov.br e assinada digitalmente, sem necessidade de ir até o posto.

Nem todo destino aceita a via eletrônica, e alguns exigem que o médico-veterinário esteja previamente habilitado no gov.br para abrir a solicitação. Qual caminho vale para o seu caso é uma das primeiras coisas que a triagem responde.

Meu cachorro precisa de exame de sangue para viajar?

Depende do destino. O exame é a titulação (ou sorologia) antirrábica, que mede se a vacina produziu anticorpos suficientes — em geral exige-se resultado igual ou superior a 0,5 UI/mL, em laboratório reconhecido. A União Europeia exige. Os Estados Unidos exigem como alternativa à quarentena. O Chile não exige.

Quando é exigida, ela manda no calendário: a coleta só pode acontecer um tempo mínimo depois da vacina, e ainda há um período de espera entre a coleta e a viagem. É esse encadeamento que transforma uma viagem para a Europa num projeto de meses.

A carteira de vacinação do meu cachorro é suficiente?

Não sozinha, mas é peça obrigatória — e é onde muitos processos travam. Além de válida, a antirrábica precisa estar registrada com data, laboratório, número de lote e período de validade, e normalmente é preciso anexar frente, verso e todas as páginas.

Uma armadilha frequente: reforço aplicado depois de vencida a dose anterior conta como primeira vacinação em vários países. Na prática o animal volta à estaca zero, e junto com ele todo o prazo que dependia daquela vacina.

Cachorro filhote pode viajar para o exterior?

Pode, mas a idade costuma ser o fator que inviabiliza o prazo. Como a vacina antirrábica só é aplicada a partir de certa idade e vários destinos exigem intervalos depois dela, um filhote muito novo não tem como cumprir o encadeamento antes da data pretendida.

Alguns destinos têm regra própria de idade mínima e alguns admitem exceções para filhotes acompanhados da mãe vacinada. É um caso em que vale conferir antes de comprar a passagem.

Médico-veterinário ausculta um cão com estetoscópio — o exame clínico é etapa obrigatória da documentação de viagem.

De onde vieram estas informações

As exigências citadas nesta página foram transcritas das fontes oficiais abaixo e conferidas em 14 de agosto de 2026.

Responsabilidade técnica: Dra. Juliana Ribeiro Felix — médica-veterinária, CRMV-PR 17284.

Esta página é informativa e não substitui a análise do seu caso. A Interpet prepara e confere a documentação; a emissão do Certificado Veterinário Internacional é ato do Ministério da Agricultura e Pecuária, pelo VIGIAGRO, e nenhuma assessoria pode garantir aprovação por autoridades sanitárias ou por companhias aéreas.

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