Destinos · Canadá

Levar seu cão ou gato do Brasil para o Canadá

Sem quarentena e sem exame de sangue para o pet pessoal — a viagem é decidida pela rota: voo direto segue a regra canadense; conexão nos EUA ativa a regra americana.

Cachorro passeia em cesta de bicicleta — a vida com pet no exterior começa por uma entrada bem documentada no país.

O Canadá é, cada vez mais, destino de mudança — e quem imigra leva o pet junto. A boa notícia surpreende quem vem das exigências europeias: para o animal de estimação pessoal, o Canadá não impõe quarentena nem exame de sangue. O núcleo da entrada é um certificado de vacinação antirrábica válido, em inglês ou francês, assinado por médico-veterinário licenciado — conferido pela fiscalização de fronteira (CBSA) na chegada, com uma taxa de inspeção.

As duas armadilhas do destino não estão no Canadá: estão no caminho. A primeira é a conexão pelos Estados Unidos — cão que passa por solo americano entra nas regras do CDC, que desde 2024 são muito mais duras que as canadenses (o Brasil é classificado como país de alto risco de raiva por lá). A segunda é a volta ao Brasil, que tem exigências próprias. O planejamento certo resolve as duas antes de comprar a passagem.

Dúvidas

O que o Canadá exige, segundo as fontes oficiais

Tem quarentena para levar cachorro ou gato ao Canadá?

Não — para o animal de estimação pessoal, acompanhando o tutor, o Canadá não impõe quarentena. O que existe na chegada é a conferência documental e visual pela agência de fronteira (CBSA), que verifica o certificado antirrábico e a condição aparente do animal.

A fama de "país difícil" vem do regime comercial (venda, adoção, resgate), que tem regras duras e até proibição para cães de países de alto risco de raiva. Pet pessoal não está nesse regime — a distinção é o primeiro filtro do questionário oficial da CFIA.

O que o Canadá exige de um cão ou gato vindo do Brasil?

Para o animal com 3 meses ou mais: um certificado de vacinação antirrábica válido, emitido e assinado por médico-veterinário licenciado, em inglês ou francês, identificando claramente o animal (espécie, raça, cor), a vacina aplicada (marca), a data de aplicação e a validade. O Brasil não está na lista canadense de países livres de raiva — por isso a via é a do certificado de vacinação.

Na prática da Interpet, o certificado viaja junto do CVI emitido pelo MAPA: o documento brasileiro consolida identificação, vacinação e atestado de saúde, e é o que a companhia aérea costuma conferir no embarque.

Filhote com menos de 3 meses pode entrar no Canadá?

Pode — animais com menos de 3 meses estão isentos da exigência de vacinação antirrábica (é a idade mínima da própria vacina). Leve prova da idade do animal: a fiscalização pode pedir.

Atenção ao par de regras se houver conexão: a isenção canadense não vale nos Estados Unidos, onde a idade mínima para cães entrarem é de 6 meses. Filhote + conexão americana não combinam — nesse caso, a rota precisa ser direta.

Fazer conexão nos Estados Unidos muda as exigências?

Muda tudo — e é a armadilha número um da rota. Cão que entra em solo americano, mesmo em conexão, cai nas regras do CDC, que desde agosto de 2024 tratam o Brasil como país de alto risco de raiva: formulário próprio, microchip, idade mínima de 6 meses e exigências adicionais conforme o caso.

Voo direto Brasil–Canadá (ou rota sem tocar os EUA) mantém a viagem sob a regra canadense, que é muito mais simples. É uma decisão de itinerário que vale dinheiro e semanas de cronograma — e que conferimos na triagem antes de você emitir a passagem.

Precisa de microchip para o Canadá?

Para o pet pessoal, o microchip não é exigência de entrada — a obrigatoriedade existe em categorias específicas (como cães comerciais jovens). O que a fiscalização precisa é identificar o animal com segurança a partir do certificado.

Recomendamos o chip mesmo assim, por dois motivos práticos: ele elimina qualquer discussão de identidade na fronteira, e se a rota tocar os Estados Unidos ele passa a ser obrigatório de toda forma.

Quanto custa a entrada — e quanto custa o certificado brasileiro?

Na chegada, a CBSA cobra uma taxa de inspeção por animal — na casa de poucas dezenas de dólares canadenses (cerca de C$ 37 pelo primeiro animal e valor menor por animal adicional, nos valores praticados em 2026; confira o vigente na sua data).

Do lado brasileiro, o CVI para o Canadá é eletrônico, gratuito e sai em cerca de 48 horas pelo portal gov.br — o Canadá está no grupo de países com emissão 100% on-line, sem ida presencial ao VIGIAGRO.

E a volta ao Brasil — precisa planejar algo?

Precisa, e é o passo que mais se esquece em mudança longa. O retorno ao Brasil tem exigências próprias do MAPA (documentação veterinária emitida no país de procedência e vacinação antirrábica válida), e quem fica meses fora precisa manter o calendário de vacinas do pet em dia no Canadá para não travar no aeroporto na volta.

No planejamento da Interpet, a viagem é tratada como ida e volta desde o início: o cronograma cobre as duas fronteiras, não só a primeira.

Interior da cabine de um avião — a escolha da rota decide qual regra vale: voo direto mantém a viagem sob a regra canadense, conexão nos EUA ativa a regra do CDC.

De onde vieram estas informações

As exigências citadas nesta página foram transcritas das fontes oficiais abaixo e conferidas em 14 de agosto de 2026.

Esta página cobre exclusivamente o animal de estimação PESSOAL — o regime comercial canadense (venda, adoção, resgate) é outro e inclui proibições para países de alto risco de raiva. O conteúdo foi levantado no questionário interativo oficial da CFIA (cão → pessoal → 8+ meses → país fora da lista livre de raiva), na orientação oficial do USDA/APHIS e nas páginas de serviço do gov.br, conferidos em 19/08/2026. A taxa de inspeção da CBSA muda por ano fiscal — o valor vigente é confirmado na triagem.

Responsabilidade técnica: Dra. Juliana Ribeiro Felix — médica-veterinária, CRMV-PR 17284.

Esta página é informativa e não substitui a análise do seu caso. A Interpet prepara e confere a documentação; a emissão do Certificado Veterinário Internacional é ato do Ministério da Agricultura e Pecuária, pelo VIGIAGRO, e nenhuma assessoria pode garantir aprovação por autoridades sanitárias ou por companhias aéreas.

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