Voltar para o Brasil com seu cão ou gato
Um número decide tudo na volta: 60 dias. Dentro dele, o certificado da ida ainda serve; fora dele, o processo recomeça onde o animal está.
Quem sai do Brasil com o pet raramente pensa na volta — e a volta tem uma regra própria, com um número que decide tudo: 60 dias. Dentro dele, o certificado brasileiro da ida ainda serve. Fora dele, o processo recomeça no país onde o animal está.
Esta página é para quem está do lado de lá perguntando se dá para voltar e o que falta. As fontes são o Ministério da Agricultura e a autoridade portuguesa, conferidas na data indicada no fim.
O que vale na volta, segundo o MAPA
Saí do Brasil com meu pet: o CVI da ida vale para voltar?
Vale se a chegada ao Brasil acontecer em até 60 dias da emissão do certificado e a vacina antirrábica estiver válida. O Ministério da Agricultura aceita, nesse prazo, o certificado brasileiro emitido no modelo acordado com o país visitado — a lista inclui União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Chile, Colômbia, México e outros.
Guarde o certificado original da ida: é ele que será apresentado no balcão do VIGIAGRO, junto com a carteira de vacinação.
Passou de 60 dias. O que fazer para voltar com o pet?
Emitir um Certificado Veterinário Internacional novo pela autoridade do país onde o animal está, no modelo que o Brasil exige desde setembro de 2025, com antirrábica válida, antiparasitário até 15 dias antes da emissão e exame clínico até 10 dias antes. Não há quarentena nem exame de sangue.
Cada país tem a própria porta de entrada para esse pedido — a DGAV em Portugal, o veterinário credenciado do USDA nos Estados Unidos. É aqui que a orientação evita o erro mais caro: pedir o certificado no modelo antigo.
A vacina antirrábica venceu enquanto eu estava fora. Isso trava a volta?
Trava até ser resolvido, e o tempo depende de como a revacinação é registrada. Se a nova dose for considerada primeira dose — o que acontece quando a anterior está vencida —, valem os 21 dias de espera antes da entrada no Brasil. Se for registrada como reforço dentro da validade, não há espera.
É a primeira coisa que conferimos na carteira de vacinação, porque é ela que define a data mais cedo em que o voo pode ser marcado.
Preciso provar que o pet é meu na volta?
Não há um documento único de propriedade exigido pelo MAPA, mas o certificado da ida, a carteira de vacinação em seu nome e o registro do microchip contam o histórico do animal e evitam perguntas no desembarque. Leve tudo impresso.
O que acontece na chegada ao Brasil?
O animal e os documentos são apresentados no balcão do VIGIAGRO do aeroporto de desembarque, e o pet de uso pessoal é declarado à fiscalização aduaneira. Não há quarentena. Se algo estiver fora do exigido — certificado vencido, vacina irregular —, a fiscalização pode reter o animal até a regularização, e é exatamente isso que a conferência prévia existe para evitar.
A Interpet ajuda na volta?
Sim. Para quem está voltando, o pacote Entrada Express cobre a conferência das datas, a revisão dos documentos e o roteiro da chegada. Para quem ainda vai sair do Brasil e já sabe que volta, o Ida & Volta prepara os dois sentidos de uma vez — e é o jeito de não descobrir o prazo de 60 dias no balcão. O valor é informado pelo WhatsApp.
De onde vieram estas informações
As exigências citadas nesta página foram transcritas das fontes oficiais abaixo e conferidas em 14 de setembro de 2026.
- Ministério da Agricultura e Pecuária — Entrar no Brasil (animais de estimação)
- DECO PROteste — Como levar cão ou gato de volta para o Brasil (o lado português do processo)
Esta página trata da entrada de cães e gatos de companhia no Brasil — o caminho inverso ao da maior parte do site. A Interpet orienta e confere; a emissão do certificado de entrada é ato da autoridade veterinária do país de origem, e a inspeção na chegada é do VIGIAGRO. Onde uma fonte comercial cita validade de 10 dias para certificados de terceiros países, seguimos a fonte oficial (60 dias no modelo acordado); a validade do seu certificado específico é conferida no atendimento. Os pacotes descritos não têm preço publicado: o valor depende do país de origem, do número de animais e do prazo, e é informado pelo WhatsApp.
Responsabilidade técnica: Dra. Juliana Ribeiro Felix — médica-veterinária, CRMV-PR 17284.
Esta página é informativa e não substitui a análise do seu caso. A Interpet prepara e confere a documentação; a emissão do Certificado Veterinário Internacional é ato do Ministério da Agricultura e Pecuária, pelo VIGIAGRO, e nenhuma assessoria pode garantir aprovação por autoridades sanitárias ou por companhias aéreas.
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